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Espectrofotometria de Absorção Atômica

26/08/2016

Espectrofotometria de Absorção AtômicaA espectrofotometria de absorção atômica surgiu na década de 50, ampliando em muito as análises feitas em fotometria de chama (Na, K, Ca e Mg) e possibilitando a dosagem de muitos metais na mesma solução. Substituiu as operações de titulação e algumas de gravimetria e colorimetria da Via Úmida, proporcionando mais velocidade em análises químicas. Foi e ainda é muito usada na análise de materiais inorgânicos. Um aparelho de AAS é constituído, basicamente, por um sistema de nebulização e vaporização de soluções, uma fonte de energia (chama) para atomização e excitação dos elementos, uma fonte de emissão de linhas de ressonância (lâmpada de cátodo oco), e um sistema de detecção do sinal. A amostra é submetida ao AA em solução. O elemento a ser analisado estará na forma de cátion (ânions não são dosados em AA), estará num aerosol após a nebulização e será dissociado e vaporizado devido à temperatura da chama, passando para átomo no estado fundamental. Pequena parte dos átomos presentes na chama serão por ela excitados e passarão a cátions que, ao voltarem ao estado fundamental produzirão energia, como o Na na chama da vela (nessa situação, o AA pode ser usado como um fotômetro de chama, sem uso da lâmpada de cátodo oco).

A grande porção de átomos que não se ionizou, é suscetível a outra fonte de energia presente no sistema, que é o feixe de luz emitido pela lâmpada de cátodo oco, cujo cátodo é do mesmo metal que se quer dosar e, portanto de l idêntico catodo_ocoaos permitidos ao elemento de interesse. O átomo absorve essa energia. Essa absorção de energia pode ser medida: um detector colocado no percurso do feixe “lê” a quantidade de energia emitida pela lâmpada ao ser aspirada somente água e quando átomos do elemento a ser dosado “roubam” energia do feixe de luz. Essa absorção de luz é inicialmente medida em unidades de transmitância (T= I/Io), ou unidade de medida de absorção de luz, que é o complemento da transmitância (% A = 100 – % T). A absorção de luz é proporcional à quantidade de átomos presentes, e guarda correlação praticamente linear com a concentração, dentro de faixas determinadas. A chama mais comumente utilizada é a mistura Acetileno-ar comprimido (2100-2400ºC), e a chama Acetileno-óxido nitroso (2600-2800ºC) normalmente soluciona problemas de óxidos refratários e sais de alto PF. Já para interferências por ionizações, a adição de compostos de mais alto potencial de ionização contorna esse problema (Lantânio, Cloreto de Potássio por exemplo. Lembrar-se de potenciais na Tabela Periódica).

Absorbância é o termo usado na prática, e a lei de Beer rege essa relação. Assim, o equipamento pode ser calibrado com soluções de teores conhecidos, e a interpolação de amostras desconhecidas fornecerá a concentração.

Evandro Trindade

Administrador do Quimicando, formado em Técnico em Química e esta cursando Analise e Desenvolvimento de Sistemas, um grande admirador por analises químicas e métodos analíticos, hoje também por programação, design e desenvolvimento web.

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